amr

amr

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Desilusão

Vamos pela vida intercalando épocas de entusiasmo com épocas de desilusão.

De vez em quando andamos inchados como velas e caminhamos velozes pelo mar do mundo; noutras ocasiões – mais frequentes do que as outras – estamos murchos como folhas que o tempo engelhou.
Temos períodos dourados, em que caminhamos sobre nuvens e tudo nos parece maravilhoso, e outros - tão cinzentos! - em que talvez nos apetecesse adormecer e ficar assim durante o tempo necessário para que tudo voltasse a ser belo.
Acontece-nos a todos e constitui, sem dúvida, um sinal de imaturidade. Somos ainda crianças em muitos aspectos. A verdade é que não temos razões para nos deixarmos levar demasiado por entusiasmos, pois já devíamos ter aprendido que não podem ser duradouros.
 A vida é que é, e não pode ser mais do que isso.  Desejamos muito uma coisa, pensamos que se a alcançarmos obtemos uma espécie de céu, lutamos por ela com todas as forças. Mas quando, finalmente, obtemos o que tanto desejávamos, passamos por duas fases desconcertantes.
A primeira é um medo terrível de perder o que conquistámos: porque conhecemos o que aconteceu anteriormente a outras pessoas em situações semelhantes à nossa; porque existe a morte, a doença, o roubo... A segunda fase chega com o tempo e não costuma demorar muito: sucede quando aquilo que obtivemos perde - lentamente ou de um dia para o outro - o encanto. Gastou-se o dourado, esboroou-se o algodão das nuvens. Aquilo já não nos proporciona um paraíso. E é nesse momento que chega a desilusão, com todo o seu cortejo de possíveis consequências desagradáveis: podem passar-nos pela cabeça coisas como mudarmos de profissão, mudarmos de clube, trocarmos de automóvel ou de casa, divorciamo-nos...
E, então, surge o desejo de partir atrás de outro entusiasmo: queremos voltar a amar... 
Nunca mais conseguimos aprender o que é o amor. 
Se nos desiludimos, a culpa não está nas coisas nem está nas outras pessoas. 
Se nos desiludimos, a culpa é nossa: porque nos deixámos iludir; porque nos deixámos levar por uma ilusão. 
Uma ilusão consiste em vestir com uma roupagem excessiva e falsa à realidade, de modo a distorcê-la ou a fazê-la parecer mais do que aquilo que é.
Quando nos desiludimos não estamos a ser justos nem com as pessoas nem com as coisas. 
Nenhuma pessoa, nenhuma das coisas com que lidamos pode satisfazer plenamente o nosso desejo de bem, de felicidade, de beleza. Em primeiro lugar porque não são perfeitas (só a ilusão pode, temporariamente, fazer-nos ver nelas a perfeição). Depois, porque não são incorruptíveis nem eternas: apodrecem, gastam-se, engelham-se, engordam, quebram-se, ganham rugas... terminam. 
Aquilo que procuramos é perfeito e não tem fim. E não nos contentamos com menos de que isso. É por essa razão que nos desiludimos e que de novo nos iludimos: andamos à procura... De resto, se todos ambicionamos um bem perfeito e eterno, ele deve existir. Só pode acontecer que exista. Mas deve ser preciso procurar num lugar mais adequado.


Paulo Geraldo

❤


Este menino vai ser o meu melhor  amigo este fim-de-semana!!!



"Ombros amigos vêm e vão, mas a melhor amiga fica para sempre"

E há dias assim... Em que recebemos uma sms e temos que sair do trabalho mais cedo!
Há dias em que não interessa que tenhas a tua secretária atulhada de trabalho e papelada, porque se a tua amiga precisa, tu vais!
Porque quem tem uma amiga como eu tenho a minha, sabe perfeitamente que há dias assim, em que tu não sabes onde é que ela vai nem o que é que ela tem, mas sabes perfeitamente que não a vais deixar ir sozinha! :)



Olha a malinha nova da menina!! :)


O meu diário...

Escrever sempre foi um dos meus grandes escapes. Quando não queria falar sobre as coisas que me aconteciam, escrevia. Escrevia sozinha, no meu quarto, e guardava todas as cartas e textos a sete chaves, numa gaveta onde saberia que ninguém iria tocar. 
Tinha medo e vergonha que alguém descobrisse as coisas que escrevia porque falava da minha vida, coisas muito minhas... muitos desabafos, sofrimentos, mas também alegrias.
Escrevia coisas que miúdas como eu, (que vivem sempre com um sorriso na casa mesmo quando tem o mundo de pernas para o ar) por vezes, tem medo de partilhar com as outras pessoas.
E eu tinha medo, tinha o meu orgulho sempre maior que tudo.
 Não queria que ninguém soubesse que sofria, que tinha desentendimentos com o meu namorado, que tinha frustrações, etc... 
Com o tempo e com a idade, fui perdendo a vergonha mas nunca o orgulho e houve um dia em que guardei o meu cardeninho da escrito num local onde sabia que não iria encontra-lo tão cedo.
Ao guardar este caderno eu coloquei um ponto final numa história que durou muitos anos e que estava praticamente toda retratada ali.
Foi no ano de 2007 que o guardei e foi hoje, passados 4 anos, que eu tive coragem de o voltar a abrir.
Não consigo explicar o que senti! Uma vontade imensa de ler tudo o que lá estava, mas por outro lado, algo a contrariá-lo, algo que não me deixa nem sequer ler a primeira frase até ao fim.
Há algo que não me deixa lê-lo! Talvez um medo enorme de remexer num passado tão intenso e emotivo.
Toda eu sou sentimentos, toda eu sou coração... Não consigo viver as coisas às metades, vivo tudo intensamente e este diário que está aqui ao meu lado é a prova disso.
Gostava de partilhar alguns textos dele com vocês. Gostava e vou conseguir fazê-lo, não hoje... talvez amanhã, depois de amanhã... ou então quando o meu coração assim o quiser. :)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Hoje estou cansada!
Só agora consegui um momento para vir aqui!
Dói-me a cabeça, e também a alma...
Tenho um sentimento de inquietação, que não sei explicar!
Tenho tanto para vos dizer, mas agora, não me apetece falar, escrever... sei lá!
Oiço a chuva a cair...
Há muito tempo que não me sentia assim...
Sem vontade para nada...
Nem para ti!

Com o tempo que esta hoje...




 " Wake me up when september ends" ... É a única coisa que me vem à cabeça!!!